Pele com textura “tissue paper like” (escarlatiniforme), pode ter piloereção
Acentuado em regiões intertriginosas e área periorificial
Fissuração radial perioral e crostas
Edema facial
Sem envolvimento das mucosas
Em 24-48h a pele fica
Com bolhas em exsudato seroso estéril, flácidas, que rompem facilmente
Com sinal de Nikosky, especialmente em zonas de fricção
Descamação pode ser em grandes placas
Pele subjacente eritematosa, enrugada e húmida com aspeto “escaldado”
Pode ter sinais de choque (hipotensão, taquicardia)
Mais difícil de avaliar em indivíduos de cor
Complicações
Infeção secundária (celulite, sepsis, pneumonia)
Desidratação
Distúrbios hidroeletrolíticos
Hipotermia
Diagnóstico
Clínica (descamação, Nikolsky, bolhas, perioral, flexuras, sem mucosas)
Análises
Cultura do local primário (das bolhas não é útil)
Mais comum: narinas, umbigo, perianal
Biópsia:
divisão subcórnea na camada granular (≠ SJS/Lyell: a divisão é ao longo de toda a espessura da pele)
Ausência de células necróticas abundantes (≠SJS/Lyell)
Pode ter células acantolíticas.
Infiltrado inflamatório tipicamente ausente
Diagnóstico diferencial
Síndrome de Stevens–Johnson e Síndrome de Lyell
Apesar de SSSS poder ter envolvimento periorbitário, não tem envolvimento ocular verdadeiro
Medicação
Idade: adultos
Mucosas
Necrose e divisão de toda a espessura da epiderme. Infiltrado com eosinófilos e mononucleares
<10% no SSJ, > 30% na syndrome de Lyell
Impetigo bolhoso
Fisiopatologia muito parecida: Também devido à produção de exotoxina exfoliativa contra a desmogleina 1 por S. aureus
Bolhas infectadas: Rutura da bolha revela uma base eritematosa húmida, com uma margem dourada na zona de rutura
Pênfigo vulgar e penfigoide bolhoso
Queimadura solar
Doença de Kawasaki – febre >= 5 dias + 4: conjuntivite não exsudativa, rash polimorfo (cicatriz BCG), mucosite (strawberry tongue), edema/eritema das extremidas (recusa a caminhar), adenopatia cervical
Escarlatina – faringite + exantem a com textura “sandpaper, palidez circumoral, língua em framboesa
Tratamento
Antibioterapia empírica
MSSA: flucloxacilina (iv, 50–100 mg/Kg/dia em crianças e 500–1000 mg/dia em adultos, divididos em 4 porções), cefazolina (1ªG). Se alérgico à penicilina: claritromicina
Clindamicina diminui produção de toxina??? Nunca provado in vivo - só in vitro
MRSA: vancomicina
Habitualmente 2g dose de carga e 15mg/kg 12/12.
O efeito é concentração e tempo dependente, por isso a sua eficácia depende da área abaico da curva acima da concentração inibitória mínima.
Medir pico (toxicidade) e vale (eficácia)
Vale deve ser 10-15 (15-20 se infeção grave).
Alternativa: linezolide
Alguns autores falam em acrescentar clindamicina para inibir a síntese proteica. Elevado grau de resistência.
Em crianças com sintomas severos ou refratários pode ser dado Plasma Fresco Congelado (10 mL/kg)
91% dos adultos com >40 anos têm anticorpos que neutralizam a exotoxina
Tratamento de suporte com fluidos, correção hidroeletrolítica
Sonda vesical e contabilizar o débito
Tratamento tópico com emolientes. Evitar pensos aderentes. Evitar corticoides.
Se áreas de erosão grandes, evitar betadine e prata pelo risco de absorção sistémica
Analgesia: paracetamol e fentanilo (1–4 microg/kg/h)